Borja e sua grande missão no ano: conquistar o coração Palmeirense

Do momento em que é anunciado pelo locutor até o apito final Miguel Borja, a mais cara contratação da história do clube, tem todos os seus movimentos analisados meticulosamente pelos olhares palmeirenses presentes no Allianz Parque.

Essa desconfiança é uma mistura de frustração pelo futebol apresentado em 2017 e de esperança por um 2018 melhor. Como muitos dizem, 2017 foi o ano de adaptação ao país, língua, estilo de jogo e tudo aquilo que serve de “muleta” para muitos jogadores em momentos como esse. O fato é que o jogador não deslanchou e sabe que esse ano precisa ser diferente.

O técnico Roge Machado já disse que confia no potencial do jogador e até por isso tem sido bastante incisivo na cobrança, seja na parte técnica e tática, quanto emocional. Roger quer ver o colombiano atuando mais pelos lados do campo, participando da construção das jogadas e atacando pela diagonal. E foi o que aconteceu no jogo desta noite contra o Santo André, na primeira rodada do Paulistão 2018.

O camisa 9 foi mais participativo coletivamente, saindo da área para buscar o jogo, abrindo espaços para as infiltrações de Dudu, William e Lucas Lima.

Assim saiu o primeiro gol do jogo, quando ao receber passe primoroso de Felipe Melo, o colombiano dominou a bola, ergueu a cabeça e encontrou Dudu na infiltração. Borja correu, se movimentou e se mostrou disposto a seguir à risca os mandamentos do chefe. Falta ainda uma maior determinação quanto a pressão na marcação mas de qualquer forma já é um avanço em relação a 2017.

Tudo bem que foi só o primeiro jogo e existe uma temporada inteira pela frente, mas para quem joga na “panela de pressão” que é o Palmeiras, desperdiçar a oportunidade de jogar um bom futebol é um luxo que poucos tem independente da rodada, campeonato ou adversário. A pressão esse ano será enorme, pelos campeonatos a serem disputados e pelo elenco que se formou.

Borja não tem escolha, em 2018 ele tem a obrigação de ser diferente.

Rodrigo Majolo
Rodrigo Majolo, 31 anos, pai do pequeno Luca e esposo da Naty. Nascido, criado e formado no meio da bola o futebol se fez minha vida e faze-lo meu trabalho é minha grande alegria. Palestrino desde o nonno, corre nas veias o sangue verde tiffosi! Falar e escrever sobre o futebol não pode ser levado como algo simples, pois envolve amor, paixão e alegria de todos aqueles em que a bola bate dentro do peito e enquanto o jogo rolar a vida segue.

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