16 anos após o lance de Denilson rumo ao penta, vivemos a expectativa do hexa

Caro leitor,

Se você for dos anos 2000, sinto lhe informar mas você não viu, ao vivo, uma das melhores cenas do mundial de 2002. Caso você tenha mais que 20 anos, pode até se recordar e caso não lembre, graças à tecnologia, todos podemos rever esse lance, até os mais novos já devem ter visto essa cena. Agora, eu vou descrever o que foi isso e mais abaixo você vai poder ver o lance:

44 minutos do segundo tempo, Brasil ganhando de 1 x 0 e Denílson tinha apenas uma missão: segurar a bola no ataque e garantir a vitória. Eis que ele parte em jogada individual, invadindo a área e conseguindo levar a bola para o escanteio. O que ele não contava era que seria perseguido por quatro (pasmem) adversários turcos, ao mesmo tempo: Muzzy Izzet, Tugay Kerimoglu, Bülent Jorkmaz e Alpay Özalan seguiam enfurecidos pelos dribles do camisa 17.

Agora com a memória mais fresca, eu lhes conto que essa cena ganhou as televisões do mundo todo, para alguns o lance foi normal, para outros foi genial. A narração espetacular de Galvão Bueno deu uma valorizada ainda maior na jogada. A nova geração pode ver no YouTube, a velha geração recorda com clareza e é capa de dar detalhes da jogada toda desse lance que hoje, completa seus 16 anos. Hoje: 26 de junho de 2018, que é véspera de um ir rumo ao hexa.

HEXA: palavra de quatro letras que tem feito milhões de pessoas perderem o sono. Tem sido tema de discussão na mesa do bar, na sala da faculdade, no jantar em família e nos grupos do WhatsApp. A palavra que vem mexendo com a emoção até de quem não é tão fã de futebol.

Mas o que esperar desse elenco atual? Eu não sei, só sei que tenho dúvidas e talvez algum medo, porém, confio. Douglas Costa seria um dos que eu cogitaria para tentar fazer as firulas do Denílson e, quem sabe, até mesmo uma fila, mas, infelizmente, ele está lesionado e não pode jogar. Acredito que, muito dificilmente, talvez impossivelmente, haverá uma fila. Mas, tendo uma vitória, pouco me importo com firulas, filas, canetas ou chapéus. Apenas quero ver a genialidade de Coutinho, Neymar, Jesus e Willian. Comemorar com cada roubada de bola do Casemiro, Paulinho, Miranda e Thiago Silva. Vibrar com cada vez que Fagner e Marcelo afastarem a bola do adversário. E não quero ver o Alisson, até porque não quero sofrer; meu pobre coração não aguenta.

Douglas pode ser considerado o Denilson dos dias atuais (Reprodução/Goal.com)

Acredito que o Adenor é a cara do hexa. Vou confiar em cada um que está ali naquele estádio, os 11 dentro de campo, os que estão na reserva, além da comissão técnica, equipe médica, roupeiros e todos os outros que estão contribuindo para irmos em busca da sexta estrela.

Eu não vou ligar se o Neymar chorar. Todos podemos nos emocionar, se até Jesus chorou, porque ele vai segurar? Pode chorar, Ney.

No mais: joguem com raça, coração na ponta da chuteira. Ganhem. Deem o melhor de vocês, pois tem mais de 200 milhões de pessoas que estão acreditando em vocês. Não precisam fazer filas, ok? Mas, se for necessário, para segurar um resultado e manter a bola no nosso ataque: FAÇAM.

Acreditamos em vocês,

200 milhões de abraços.

Marcella Azevedo
Marcella Azevedo, 22 anos, leonina, nascida no dia 17 de Agosto de 1994. Não tem frescura, quando o assunto é futebol, tanto que para ela o domingo perfeito é com amigos, futebol e cerveja. Completamente apaixonada, cursa Jornalismo com a inteção de ser uma Jornalista Esportiva e poder mostrar a todos como esse mundo é maravilhoso e que mulher entende de futebol sim. É daquelas mulheres que sempre está na rodinha dos homens na faculdade, comentando sobre o lance polêmico que rolou no final do semana. Daquelas que xinga muito ao ver um escanteio curto e que espera trazer várias novidades para vocês.

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