São Paulo x Paraná – Duelo de Tricolores após 11 anos de hiato

Paulistas e paranaenses não se enfrentam desde o Brasileirão de 2007, ano em que o São Paulo foi bicampeão brasileiro

Estreando no Brasileirão 2018, São Paulo e Paraná Clube jogam hoje, às 20h, no Estádio do Morumbi, na capital paulista. Os times não se enfrentam desde o Campeonato Brasileiro de 2007, ano do qual o Tricolor do Morumbi foi bicampeão e o Tricolor da Vila Capanema foi o vice-lanterna, terminando o torneio rebaixado para a Série B de 2008. Após 10 anos na “segundona”, os paranaenses retornam a Série A para tentar fazer diferente e, quem sabe, retornar aos tempos do eterno Caio Júnior, rumando a Libertadores.

São Paulo

Os paulistas vêm de um jogo truncado contra o Rosário Central, na Argentina, no qual empataram sem gols, jogando a partida toda com um jogador a menos, Rodrigo Caio foi expulso. O técnico uruguaio, Diego Aguirre, mudou o estilo de jogo do São Paulo desde que chegou. Aos poucos, o elenco foi mudando do esquema 4-2-3-1 para um 3-5-1-1, utilizando mais um zagueiro, os laterais como ala e um meia a menos. Vêm sendo um time mais aguerrido dentro de a campo e as palavras do volante Petros, após o duelo na Sul-Americana, mostram isso: “Disputamos cada bola até a morte”.

Para o confronto contra o Paraná, Aguirre decidiu por poupar alguns jogadores titulares no jogo contra o Rosário, na última quinta-feira (12). O jogo foi, de fato, bastante desgastante, pois jogaram cerca de 45 minutos com um jogador a menos (expulsão de Rodrigo Caio). Outro fator que contribui para o descanso de alguns atletas, é o confronto decisivo na Copa do Brasil, na próxima quinta-feira (19), contra o Atlético-PR, no segunda jogo da 4ª rodada da competição. O jogo de ida foi 2 x 1 para os paranaenses e o tricolor precisa reverter o placar em casa.

Foto: Felipe Espindola / www.saopaulofc.net

Com isso, Arboleda, Liziero, Petros e Tréllez serão os poupados. Além deles, Reinaldo (estiramento no músculo adutor da coxa direita) e Diego Souza (amigdalite), também não jogam. O recém-contratado Gonzalo Carneiro, uruguaio de 21 anos, ainda se recupera de lesão no púbis. A comissão tricolor divulgou, em site oficial do SPFC, os relacionados para a partida: goleiros: Jean e Sidão; laterais: Bruno, Éder Militão, Edimar, Júnior Tavares e Régis; zagueiros: Anderson Martins, Bruno Alves e Rodrigo Caio; volantes: Araruna, Hudson e Jucilei; meias: Caíque, Cueva, Helinho, Lucas Fernandes, Nenê, Shaylon e Valdívia; atacantes: Brenner, Marcos Guilherme e Paulinho Bóia.

Paraná

Já o Paraná está em um hiato. Teve mais de três semanas para treinar para esta estreia frente ao São Paulo. O clube caiu em 2007 e só retornou agora, após 10 anos na segunda divisão. O último jogo que disputaram foi em 25 de março, contra o Londrina, pela semifinal do Campeonato Paranaense, empatada em 1 x 1 no tempo normal e eliminado nos pênaltis por 4 x 2. Rogério Micale, treinador do Paraná, fechou os treinos para tentar surpreender os paulistas fora de casa e garantir os três primeiros pontos do time na competição.

As novidades do clube para o Brasileirão são Caio Henrique (volante, Atlético de Madrid), Cléber Reis (zagueiro, Santos), Léo Itaperuna (atacante, São Bento), Jesiel (zagueiro, Mirassol), Silvinho (atacante, Ponte Preta), Rafael Alemão (atacante, Foz) e Luan Viana (Al Ahli). Rogério Micale não poderá contar com o zagueiro Charles e o volante Jhonny Lucas, machucados e Biteco, em fase final de recuperação.

Foto: Albari Rosa | www.tribunapr.com.br

O Paraná chega como azarão para o jogo e um dos principais candidatos ao rebaixamento. Mas Micale quer calar as críticas e mudar o panorama desde Brasileirão: “O que eu digo é que nós só temos a ganhar, pois já estamos em último em todas as projeções. Então se chegarmos em 19º, que não é o nosso objetivo, já é um ganho em cima das expectativas. Mas eu converso com os meus jogadores é que ninguém determina nada pela gente. Ninguém determina nossas qualidades, dificuldades, apenas nós, com nosso empenho e determinação. Queremos ser essa surpresa”, afirmou.

Retrospecto

A última vitória do Paraná sobre o São Paulo foi em 24 de setembro de 2003, pelo segundo turno daquele Brasileirão, por 4 x 2, na Vila Capanema. De lá para cá foram mais oito jogos: cinco vitórias paulistas e três empates. O último confronto ocorreu pelo Brasileirão de 2007, 6 x 0 para o Tricolor Paulista que viria a ser campeão. No primeiro turno também havia vencido, por 0 x 1, fora de casa. A única vitória do Paraná sobre o São Paulo, fora de casa, foi dia 15 de setembro de 2001, no Morumbi, por 1 x 3, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro.

Foto: Rubens Chiri/Saopaulofc.net)

Prováveis Escalações

São Paulo: Sidão; Éder Militão, Rodrigo Caio, Bruno Alves e Edimar (Júnior Tavares); Jucilei, Hudson e Cueva; Marcos Guilherme, Valdívia (Lucas Fernandes) e Nenê. Téc: Diego Aguirre.

Paraná: Richard; Alemão, Cléber Reis (Jesiel), Rayan e Mansur; Wesley Dias, Caio Henrique e Carlos Eduardo; Raphael Alemão, Silvinho e Luan Viana (Thiago Santos). Téc: Rogério Micale.

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia.Sou Eric Filardi, paulistano de 24 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.

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