Passaporte Rússia – Top 5 ídolos poloneses

Conheça os maiores ídolos da história da Seleção Polonesa

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção da Polônia desta edição. Confira os cinco maiores ídolos da história dos polacos.

No texto anterior analisamos os melhores e também os piores desempenhos da seleção polonesa em copas do mundo, no qual as águias polacas conseguiram  por duas vezes ser a terceira maior seleção do mundo, e também todas as outras seis edições que a seleção teve um quadro mais decepcionante sendo eliminada na maioria das vezes ainda na primeira fase.

Em meio a derrotas e glórias, os poloneses tiveram uma variedade bem grande de ótimos jogadores. Mesmo não sendo muitos os “craques” que compuseram a história dos alvi-rubros, ainda sim cada época sempre foi marcada por um ou dois jogadores que realmente faziam toda diferença para os polacos. Abaixo uma listagem com cinco dos maiores nomes.

PASSAPORTE RÚSSIA – OS CINCO MAIORES ÍDOLOS DA SELEÇÃO POLONESA

5 – Wlodzimierz Lubanski

Com um ótimo posicionamento e um faro de gol fora do comum, Wlodzimierz Lubanski marcava gols de todas as formas. É  hoje o segundo maior recordista de gols pela Seleção Polonesa, com 48 marcados. Não era um jogador brilhante tecnicamente, mas sabia o que fazer quando estava dentro da grande área, cabeceando muito bem, finalizando com as duas pernas, batendo bem faltas e pênaltis. Foi campeão dos jogos olímpicos de 1972 e também esteve na Copa de 1978 (Não disputou 1974 porque fraturou o pé). Seu primeiro clube foi o Górnik Zabrze, onde jogou por doze anos, conquistou sete vezes o Campeonato Polonês, marcou 155 gols, tornando-se o maior artilheiro da história do clube, atuou em mais de 200 partidas e para a grande maioria da torcida, é o melhor jogador da história do Górnik. Em 1975, foi contratado pelo Lokeren, participando do maior momento da história do time, o segundo lugar no Campeonato Belga 1980/1981. Marcou 82 gols nos sete anos que serviu a equipe da Bélgica. No ano de 1982, foi para a França, onde jogou por Valenciennes e Quimper KFC, anunciando sua aposentadoria três anos mais tarde.

(Reprodução/Eduarda Guidarini/Blog do Cícero Fernando)

4 – Robert Lewandowski

Filho de esportistas (pai judoca e mãe jogadora de vôlei), seguiu o caminho do esporte e dedicou-se ao futebol desde criança. Foi reprovado nas categorias de base do Polônia Varsóvia, seu time favorito quando criança, mas conseguiu ingressar no Varsóvia Warszawa. Após sete anos na base da equipe da capital, foi dispensado e chegou ao modesto time Znicz Pruszków, onde foi artilheiro e vice-campeão da terceira divisão polonesa. No seu segundo ano no Znicz, foi artilheiro da segunda divisão e a revelação polonesa do ano de 2007. Por um milhão e meio, foi contratado pelo Lech Poznan, fazendo uma boa primeira temporada. Já na segunda, brilhou, sendo artilheiro (18 gols), melhor jogador e campeão da competição.

(Reprodução/Eduarda Guidarini/Blog do Cícero Fernando)

No ano de 2010, Lewandowski acertou contrato de quatro anos com o Borussia Dortmund, chegando ao clube para ser o reserva imediato de Lucas Barrios, que vivia ótima fase. Aproveitando as oportunidades dadas pelo técnico Klopp, tornou-se titular e Barrios, insatisfeito, foi vendido para o futebol chinês. Junto de Kagawa, Götze, Kuba, Hummels e cia, foi bicampeão da Bundesliga, artilheiro da temporada 2012/2013 e tornou-se um dos maiores ídolos recentes do time alemão. Trocou o Dortmund pelo Bayern em 2014, e até o momento vem tendo uma ótima performance, são 192 jogos e 148 tentos marcados e também conquistando títulos, como a Bundesliga (2014/2015; 2015/2016; 2016/2017; 2017/2018), a Copa da Alemanha na temporada 2015/2016, e a Supercopa da Alemanha nos anos de 2016 e 2017. Com 29 anos e muito futuro, Robert pode continuar  superando e batendo os número de muitos craques poloneses. Atualmente é o maior artilheiro da história da Polônia com 91 partidas e 51 gols feitos, e desde 2014 é o capitão da seleção polaca.

3 – Kazimierz Deyna

Cérebro da Seleção Polonesa dos anos 70, Deyna era um jogador extremamente técnico, com uma ótima visão de jogo, dribles curtos e faro de gol. Foram dele os dois gols da vitória de 2×1 sobre a Hungria na final das Olimpíadas de 1972. Teve também grandes atuações na Copa de 1974 e nos jogos olímpicos de 1976. Marcou 41 gols em 97 partidas por seu país. Kazimierz precisou de apenas uma partida pelo LKS Lodz para ser contratado pelo Legia Varsóvia, o maior clube polonês. No clube da capital, Deyna tornou-se um dos maiores ídolos de sua história, atuando por doze anos, entrando em campo por mais de 300 partidas, marcando 93 gols e conquistando duas vezes a Ekstraklasa (Campeonato Polonês). Ao completar 30 anos de idade e receber a permissão para atuar fora do país, foi contratado pelo Manchester City, onde teve uma boa passagem e jogou por três temporadas. Em fim de carreira, foi para os EUA, vestindo as cores do San Diego Sockers por quatro anos. Ao se aposentar, continuou vivendo no país norte-americano até falecer em 1989, vítima de um acidente de trânsito aos 41 anos de idade. Foi eleito pela Associação Polonesa de Futebol o melhor jogador polonês da história e sua camisa, número 10, foi aposentada pelo Legia.

(Reprodução/Eduarda Guidarini/Blog do Cícero Fernando)

2 – Grzegorz Lato

Único jogador polaco a ser artilheiro de uma Copa do Mundo (em 1974), era um ponta direita completo para a posição, tendo muita velocidade, habilidade, bons passes e cruzamentos, além de uma boa finalização com os dois pés e a cabeça. Teve notáveis atuações nas Copas de 1974, 1978 e 1982, além dos jogos olímpicos de 1972, quando conquistou o ouro ao lado de Deyna. Completou exatos 100 jogos representando seu país, com 45 gols anotados, o que lhe torna o segundo maior artilheiro de todos os tempos e o segundo atleta com mais atuações. Em clubes, começou no Stal Mielec, onde jogou por catorze anos e foi responsável pelas maiores glórias: o Campeonato Polonês de 1973 e 1976 e a Copa da Polônia 1976.

(Reprodução/Eduarda Guidarini/Blog do Cícero Fernando)

Individualmente, foi o craque das edições da Ekstraklasa de 1973 e 1975. Ao completar 30 anos de idade e consequentemente poder sair de seu país, assinou com o Lokeren da Bélgica, onde atuou por dois anos. Em 1982, transferiu-se para o Atlante, mostrando aos mexicanos seu repertório de dribles, gols e assistências, além de levantar um dos troféus mais importantes da história da equipe, a Liga dos Campeões da CONCACAF de 1983. Por fim, foi para o Canadá jogar no Polônia Hamilton, onde ficou seus últimos sete anos da carreira. Ao “pendurar suas chuteiras”, foi treinador por onze anos, comandando equipes como o Stal Mielec e o Widzew Lodz. Ingressou na política em 2001, quando foi eleito senador. Em 2008, tornou-se o presidente da Associação Polonesa de Futebol, sendo sucedido por Boniek em 2012.

1 – Zbigniew Boniek

Foi o jogador polonês mais conhecido internacionalmente nos tempos de “ouro”, pois foi o único que foi para a melhor liga dos anos 80, a Série A italiana. Boniek jogava como meia, segundo atacante e também centroavante se fosse necessário. Com suas passadas largas, superava os defensores, mas também era um bom driblador, finalizador e tinha uma grande visão de jogo. Seu primeiro clube foi o Zawisza Bydgoszcz, time da segunda divisão na Polônia.

Ao se destacar individualmente, foi contratado pelo Widzew Lodz, um time médio do país, que nunca havia brigado por coisas grandes. Com Zbigniew na equipe, o Widzew foi três vezes vice-campeão e duas vezes vencedor da Ekstraklasa. Foi responsável pelas maiores glórias da história do clube, e consequentemente, tornou-se o melhor jogador de todos os tempos do Widzew (extinto no ano de 2015).

(Reprodução/Eduarda Guidarini/Blog do Cícero Fernando)

Com as exímias atuações, chamou a atenção da Juventus, que levou Boniek em 1982. A adaptação do polonês no meio de campo da Juventus foi incrivelmente rápido, marcando muitos gols e dando muitos passes. Destacou-se mais do que Platini em sua primeira temporada na Itália, tanto é que tornou-se o único polaco a estar entre os três finalistas de uma Bola de Ouro, ficando em terceiro lugar em 1982 (Paulo Rossi foi o vencedor do prêmio neste ano). Porém a Juventus falhou na final da Liga dos Campeões e foi vice na Série A, sendo feliz apenas na Copa da Itália. Na segunda temporada, a “Vecchia Signora” conquistou o Campeonato Italiano, e na terceira, foi a vencedora da Liga dos Campeões, sofrendo o pênalti que resultou no gol do título sobre o Liverpool. Por dois milhões e meio, foi contratado pela Roma, que acabara de perder o ídolo Falcão.

Boniek teve a dura responsabilidade de comandar o meio de campo do time da capital, e deu conta do recado, agradando a torcida e triunfando na Copa da Itália 1986. Dizia-se na época que a cidade de Roma era comandada por dois poloneses: Zbigniew Boniek e Karol Józef Wojtyła, o papa João Paulo II. Em 1988, após uma fraca temporada de seu time na Série A, anunciou sua aposentadoria. Pela Seleção Polonesa, Boniek disputou as Copas de 1978, 1982 (tendo grandes atuações nesta edição) e 1986. Ao todo, anotou 24 gols em 80 aparições. Decidiu ser treinador nos início dos anos noventa, comandando o Lecce, o Bari e outras pequenas equipes da Itália. Seu último trabalho foi em 2002, quando foi o técnico da Polônia na Copa do Mundo. Atualmente, é o presidente da Associação Polonesa de Futebol.

Nando Morais

Sobre Nando Morais

Nando Morais já escreveu 12 posts nesse site..

Nando Morais, 22 anos , estudante de Jornalismo na Faculdade Promove, Praticante assíduo de esportes , o principal deles o Futebol onde tentei me profissionalizar , o que não foi possível , mas até hoje continuo praticando e estreitando cada vez mais os laços no meio, uma vez que tenho como objetivo exercer a função de jornalista esportivo. Sou imparcial e eficiente em meus textos e análises.

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4 thoughts on “

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  1. Oi. Você deveria citar a fonte de onde tirou as fotos, não apenas referenciar meu nome. Essas fotos foram editas exclusivamente para o Blog do Cícero Fernando.

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