Passaporte Rússia – Análise dos convocados: Alemanha

Conheça a equipe alemã que buscará o pentacampeonato em território russo

O Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresenta curiosidades de todas as seleções participantes da Copa do Mundo deste ano. Este é o sexto de sete textos sobre a Seleção da Alemanha. Neste capítulo você vai conhecer mais detalhes sobre cada jogador convocado pelo técnico Joachim Löw, para defender Die Mannschaft no torneio. Uma surpresa, foi o corte do ponta esquerda do Manchester City, Leroy Sané. Por sua boa atuação na última Premier League, muitos pensavam que seria até mesmo titular na seleção germânica, no entanto, Löw decidiu cortá-lo e Sané está fora da equipe.

GOLEIROS

Kevin Trapp (Paris Saint-Germain-FRA): a Alemanha sempre possuiu uma gama de ótimos goleiros. Kevin Trapp não é do mesmo nível de Oliver Kahn, por exemplo, mas, ainda sim, é ágil e tem uma boa bagagem pelo PSG, com duas conquistas do campeonato francês. Já foi titular em amistosos contra França e Dinamarca, no entanto, em território russo, é quase certo que será o terceiro goleiro da equipe.

Manuel Neuer (Bayern de Munique-ALE): dispensa comentários. Tido por muitos como o melhor goleiro da atualidade, buscará ajudar novamente a seleção germânica a conquistar um título. Se estiver no mesmo nível em que estava no torneio de 2014, será difícil passar por essa muralha alemã. Há sete anos no Bayern de Munique, se mostra apto para atuar em ambas equipes com excelência. Sofreu uma lesão na última temporada e, por um momento, ficou como dúvida para a Copa. No entanto, já está de volta e foi convocado para defender a Alemanha como líder defensivo.

Marc-André Ter Stegen (Barcelona-ESP): provavelmente será o substituto de Neuer, caso haja algum problema ou não esteja 100%. Stegen se mostra decepcionado por não poder continuar na titularidade do gol alemão, já que estava com certa sequência de jogos por Die Mannschaft. Podemos analisar sua grande evolução desde que chegou ao Barcelona, em 2014. Hoje em dia, possui uma velocidade muito maior e confiança no gol que o garante como titular do clube espanhol.

(Reprodução/Alexander Hassenstein/Getty Images)

DEFENSORES

Antonio Rudiger (Chelsea-ING): atualmente zagueiro dos blues, já passou por clubes como Borussia Dortmund e Stuttgart. O alemão de 25 anos joga sua primeira Copa do Mundo e, provavelmente, será substituto de Boateng ou Hummels. No entanto, Rudiger se mostra rápido, forte e que defende bem os ataques adversários, em especial jogadas de contra-ataque.

Jerome Boateng (Bayern de Munique-ALE): estrou pela Seleção justamente contra a Rússia, em 10 de outubro de 2009. Já são quase 10 anos vestindo o manto alemão e a titularidade é indiscutível. Possui contrato com seu clube até 2021 e é um grande destaque da zaga bávara. É versátil, podendo atuar também na lateral direita. Fisicamente forte e com bom controle de bola, é bom no contato corpo a corpo com o rival, além de ter uma boa leitura de jogo e ser considerado um dos melhores do mundo em sua posição.

Jonas Hector (Colônia-ALE): apesar de recém-rebaixado na última temporada da Bundesliga, o lateral esquerdo se mostra como uma boa escolha para defender o lado canhoto do ataque adversário. Apoia bastante a frente e tem boa saída de bola, além de uma rápida recomposição defensiva. Provavelmente após essa Copa, se seu desempenho for positivo, será sondado por outros clubes europeus.

Joshua Kimmich (Bayern de Munique-ALE): talvez o maior destaque da defesa alemã, este jovem pode ser essencial para o sucesso da equipe como um todo. Na última temporada marcou 11 gols e deu, pelo menos, três assistências para seus companheiros do Bayern de Munique. É um lateral muito habilidoso e que sabe defender, visto que em toda a temporada não levou nenhum cartão vermelho e apenas três amarelos. Também é versátil, capaz de jogar como volante ou zagueiro, mas provavelmente atuará na ala direita do campo.

Marvin Plattenhardt (Hertha Berlim-ALE): será o lateral esquerdo do time e vem da base da seleção alemã. Atuando somente em clubes germânicos, provavelmente será o substituto de Hector. É considerado um lateral mediano, mas com um talento muito melhor do que a média para fazer cruzamentos precisos e cobranças de falta.

Mats Hummels (Bayern de Munique-ALE): outro veterano da zaga alemã e da geração de Neuer, Özil e Boateng, Hummels busca ajudar Die Mannschaft a conquistar novamente o título de campeã do mundo. Muito perigoso nas bolas aéreas, é capaz de decidir partidas em que o empate parece ser o resultado final, como já fez algumas vezes. Além disso, somente atuou em clubes da elite do futebol alemão, o que demonstra sua excelência como zagueiro. É firme nas bolas divididas e não tem histórico de deslealdade. É seguro e raramente compromete.

Matthias Ginter (Borussia Mönchengladbach-ALE): é mais um zagueiro que atuou somente no futebol alemão, o que mostra que a base da seleção provém da Bundesliga. Ginter estava presente na última Copa do Mundo, mas não atuou, e será mais um substituto da clássica dupla Hummels e Boateng. Com apenas 24 anos, é considerado promissor e o futuro da zaga alemã. Vem ganhando bagagem internacional e vivência de grupo, fatores essenciais para uma liderança futura. Já tem 18 jogos pela seleção.

Niklas Süle (Bayern de Munique-ALE): outro jovem talento alemão, Niklas Süle estreou como profissional pelo Hoffenheim, em que jogou de 2013 até 2017. A partir do ano passado, foi contratado pelo Bayern de Munique e já fez 38 partidas pelo clube. Outro marco em sua carreira foi a conquista da medalha de prata nos jogos olímpicos no Rio, em 2016. Além de sua estatura ajudar, Süle é um zagueiro que se recupera rápido e tem um excelente tempo de bola.

Kimmich é um lateral bastante participativo no ataque e se garante defensivamente
Kimmich é um lateral bastante participativo no ataque e se garante defensivamente (Divulgação/Bundesliga)

MEIO-CAMPISTAS

Ilkay Gündogan (Manchester City-ING): já jogou também no Borussia Dortmund e foi essencial na conquista da Bundesliga de 2012. Devido à lesão sofrida na temporada seguinte, não pôde ir à Copa do Mundo de 2014 e jogará aos 27 anos seu primeiro mundial. Pode atuar de primeiro e segundo volante, tendo como pontos fortes a marcação e a qualidade na saída de jogo.

Julian Brandt (Bayer Leverkusen-ALE): meia esquerda é mais um jovem talento germânico. Podemos dizer que é um dos destaques do Bayern Leverkusen e as estatísticas não mentem. Em 45 jogos na última temporada, Brandt marcou sete gols e deu 10 assistências. Outro atleta que participou das Olimpíadas no Rio de Janeiro e conquistou a medalha de prata com a seleção alemã. Rápido, habilidoso e ainda consegue armar jogadas e, às vezes, ainda faz gols.

Julian Draxler (Paris Saint-Germain-FRA): Schalke 04, Wolfsburg e Paris Saint-Germain. Esses são os clubes em que atuou e conquistou a confiança dos torcedores alemães. Sua estreia foi em 2011 e marcou história como o 4º jogador mais jovem a disputar a Bundesliga, com 17 anos. Pelo PSG, já conquistou três títulos: campeonato francês, Copa da França e Copa da Liga Francesa. O ambidestro já atuou muito no meio-campo, porém atualmente joga mais como ponta esquerda e, provavelmente, essa será seu papel na seleção alemã. É veloz, têm habilidade e visão de jogo para construir jogadas.

Leon Goretzka (Bayern de Munique-ALE): artilheiro da Copa das Confederações em 2017 com três gols, disputará sua primeira Copa do Mundo. O meia de 22 anos foi recém-contratado pelo Bayern de Munique. É outro que estava dentro os atletas da seleção alemã olímpica, no entanto, não pôde jogar até a final devido uma lesão. Em 2013, Goretzka foi considerado um dos talentos mais brilhantes do futebol alemão. Visão de jogo, habilidade no controle de bola e também para escolher onde passar para seus companheiros de equipe. Marca gols, chuta de fora da área, além de ser um líder nato. Com 1,89 cm, consegue também ser bom nas jogadas aéreas. Atua preferencialmente como meio-campista central, mas sua versatilidade o permite jogar em quase todas as posições do meio-campo.

Mesut Ozil (Arsenal-ING): revelado na Copa de 2010, na África do Sul, é o número 10 da equipe. É capaz de desmontar uma defesa fechada com apenas um passe e, hoje em dia, possui uma maior equilíbrio entre sua habilidade e noção de espaço para reter a posse de bola e agir no momento certo. Jogador rápido, criativo e técnico, é o principal criador de jogadas da seleção. Pode atuar como atacante, ponta – em ambos os lados -, meia-atacante ou meia-central. Tem um pé esquerdo elegante, seus principais atributos são sua visão de jogo (não apenas pelos olhos grandes), controle de bola, passe e cruzamento precisos, bem como bolas paradas.

Sami Khedira (Juventus-ITA): segundo volante experiente, Khedira busca o título de campeão do mundo para consagrar sua trajetória no futebol. É considerado um meio-campista dinâmico e equilibrado, com boa consciência tática e que cobre bem os espaços do campo, recuperar a bola e juntar-se rapidamente às jogadas de ataque da equipe. Chega a frente com facilidade, tem bom chute média-distância, além de ser fisicamente forte, energético e taticamente inteligente. Tem técnica sólida e passes confiáveis, que lhe permitem jogar em qualquer lugar do meio-campo. Tem como ponto fraco as lesões, um terrível problema do qual é propenso.

Sebastian Rudy (Bayern de Munique-ALE): outro meio-campo defensivo e que, apesar de não ser tão jovem, disputa sua primeira Copa do Mundo. Provavelmente será substituto de Khedira, já que o descendente turco possui espaço na equipe e a confiança do técnico Löw. Tem boa visão de jogo e fácil saída de bola, além de qualidade nos passes.

Toni Kroos (Real Madrid-ESP): motor da equipe. Na última Copa do Mundo, em sete jogos marcou dois gols e deu três assistências, mostrando sua qualidade em campo e facilidade em converter jogadas em chances de gol para seus companheiros ou a partir de suas próprias finalizações. O meia de 28 anos está na seleção desde 2010 e é peça essencial para o funcionamento adequado da equipe. Conhecido como “O Cirurgião” na Espanha, por seus passes clínicos, e apelidado de “uma orquestra de um homem”, pela Marca. É um talento que nunca foi mais óbvio do que durante a vitória da Alemanha por 7 x 1 sobre o Brasil em 2014, que mostrou que é uma má idéia dar a ele tempo e espaço. “Ele é simplesmente maravilhoso”, disse Johan Cruyff depois. Além da precisão de passe, técnica, visão e sua habilidade de marcar gols, bem como seus arremessos longos e entrega de bola em lances de bola parada, o jogador é o típico meio-campista moderno.

Toni Kroos (Reprodução/Si.com)

ATACANTES

Marco Reus (Borussia Dortmund-ALE): velocidade, chute calibrado e dribles rápidos são algumas das armas de Reus. Não pôde mostrar sua habilidade na Copa do Mundo no Brasil devido à uma lesão, porém dessa vez pode brilhar no ataque germânico. No Dortmund desde 2012, Reus marcou 95 gols em 202 jogos, mostrando sua eficiência e faro de gol.

Mario Gomez (Stuttgart-ALE): considerado um veterano no ataque alemão, talvez essa será sua última Copa do Mundo. Atacante por natureza, o “Super Mario” é capaz de antecipar cruzamentos e passes perto da grande área, dificultando a vida dos zagueiros adversários.

Thomas Müller (Bayern de Munique-ALE): um goleador nato que possui uma noção de espaço e movimentação que facilitam sua atuação em campo. Nesse torneio, pode tornar-se o maior artilheiro das Copas, caso faça sete gols. É um atacante completo, capaz de jogar em uma variedade de posições para frente. Embora não tenha força física, foi elogiado por sua maturidade, ritmo, técnica, consciência e inteligência tática e exímio posicionamento. Artilheiro e criador de jogadas de gol, pode encontrar lacunas na defesa adversária. É um atleta que parece estar desaparecido, pouco participativo, às vezes até sonolento, quando tira um coelho da cartola.

Timo Werner (RB Leipzig-ALE): jovem talento, jogará sua primeira Copa do Mundo. Na última temporada da Bundesliga, marcou 21 gols em 31 jogos, fora cinco assistências a seus companheiros. Provavelmente será o atacante titular e dará muito trabalho à defesa rival. Werner tem apenas 22 anos e busca mostrar ao mundo porque foi convocado para vestir a camisa alemã em território russo.

Thomas Müller (Reprodução/Football News Magazine)
Bruno Talpo

Sobre Bruno Talpo

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Meu nome é Bruno de Faria Talpo, tenho 19 anos e atualmente estou cursando jornalismo. A comunicação é meu foco principal, independente do tema ou da forma como é apresentada. Me interesso por música, gastronomia, esportes e videogames. Outra paixão são os animais, em especial os cachorros. Admiro o futebol no geral, desde finais de Champions League até partidas de artilheiro na quadra perto de casa.

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Meu nome é Bruno de Faria Talpo, tenho 19 anos e atualmente estou cursando jornalismo. A comunicação é meu foco principal, independente do tema ou da forma como é apresentada. Me interesso por música, gastronomia, esportes e videogames. Outra paixão são os animais, em especial os cachorros. Admiro o futebol no geral, desde finais de Champions League até partidas de artilheiro na quadra perto de casa.

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