Para o bem de todos, diga que fico

Zé Ricardo nega oferta generosa dos Emirados Árabes e permanece no Vasco da Gama
Para o bem de todos, diga que fico

Aos 46 anos, Zé Ricardo recebeu generosa oferta do Al Ahli, dos Emirados Árabes. A proposta dos árabes era de um contrato de três anos de duração e cerca de 500 mil por mês, além de bônus por metas atingidas e moradia.

O técnico que chegou ao Vasco em agosto do ano passado, após ser demitido do Flamengo, para substituir Milton Mendes, e recebeu o time beirando a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro de 2017. Após uma série de resultados positivos, o clube cruz-maltino conseguiu além de escapar da segunda divisão, uma vaga nas fases preliminares da Libertadores.

As primeiras conversas sobre a possibilidade de uma saída foram com o presidente Alexandre Campello, com o vice-presidente de futebol, Fred Lopes, e também com o diretor de futebol Paulo Pelaipe, e aconteceram ainda em solo boliviano, depois da classificação do time para a fase de grupos da Libertadores.

E realmente não houve muito tempo para comemorar a classificação tão suada e conquistadas nos pênaltis, o treinador informou a diretoria da proposta recebida e ressaltou o lado financeiro vantajoso caso a proposta fosse aceita.

Porém, o treinador deixou claro que está contente com o trabalho realizado até agora em São Januário, mas a possibilidade de alcançar sua independência financeira pesava a favor de sua saída.

Contudo, Zé Ricardo aceitou o projeto de carreira oferecido pelo Vasco e decidiu permanecer em São Januário até 2019. A valorização proposta pelo presidente e pelo vice foram em relação a um aumento salarial, além da realização de um projeto a longo prazo no clube.

Foto: Paulo Fernandes/Vasco

O que está faltando ser acertado são as premiações em caso de metas alcançadas, e isso também será colocado na mesa. O técnico é tido pela diretoria como peça fundamental para o futebol vascaíno. Além dos resultados em campo, seu trabalho junto ao elenco durante a crise política do Vasco é muito elogiada internamente. O treinador conseguiu manter o grupo de jogadores concentrado no trabalho de campo mesmo diante de todas as indefinições.

Zé, que já vem trabalhando na remontagem do departamento de futebol, ganhará ainda mais importância nas divisões de base. Em 25 jogos comandando a equipe, Zé Ricardo conseguiu 12 vitórias, desde que chegou a São Januário, em 2017.

“Coloquei na balança com as pessoas que me cercam. Mais importante é a continuidade do projeto no clube. O apoio da torcida é importante nesse momento para pensar”, disse Zé Ricardo.

Mas em tempos de um futebol brasileiro tão desgastado, por causa de velhos problemas, e um dos principais é a falta de continuidade e paciência com o técnico de futebol, a decisão de Zé Ricardo em continuar à frente do Vasco foi acertada?

Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco

OPINIÃO: Em partes sim, pois mostra o comprometimento do profissional com o clube ao qual tem um contrato vigente e também ao plano de carreira que foi apresentado, já que, além do aumento de salário prometido, ele ganhou uma extensão de seu contrato, que irá até dezembro de 2019, além da chance de realmente mexer com as estruturas do futebol vascaíno.

Por outro lado, caso o acordo não seja cumprido, seja por uma eliminação na Libertadores ou uma queda de rendimento do time durante algum campeonato, estaremos vendo mais um triste capítulo do ciclo de demissões e falta de planejamento dos clubes no Brasil.

Agora resta saber e esperar os próximos meses e jogos do gigante da colina, para ver o real posicionamento da diretoria e seu comprometimento com o clube, torcedores, jogadores e ainda mais a comissão técnica, representada pelo técnico Zé Ricardo.

Sobre Andreas Borges

Andreas Borges já escreveu 33 posts nesse site..

Andreas Borges, 24 anos, estudante do último semestre de Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e estagiário na rádio CBN. Louco por esportes principalmente futebol e desde pequeno acompanha os mais variados campeonatos ao redor do mundo.Procura entender como os fatores extra campo influenciam no rendimento de um time dentro de um jogo ou campeonato, também é apaixonado por analise tática e gestão esportiva.Fã do futebol de Cristiano Ronaldo, defende que Messi e CR7 não tem comparação por terem estilos diferentes e tem uma opção clara pela formação 4-4-2 diamante.

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Andreas Borges
Andreas Borges, 24 anos, estudante do último semestre de Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e estagiário na rádio CBN. Louco por esportes principalmente futebol e desde pequeno acompanha os mais variados campeonatos ao redor do mundo.Procura entender como os fatores extra campo influenciam no rendimento de um time dentro de um jogo ou campeonato, também é apaixonado por analise tática e gestão esportiva.Fã do futebol de Cristiano Ronaldo, defende que Messi e CR7 não tem comparação por terem estilos diferentes e tem uma opção clara pela formação 4-4-2 diamante.

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