Opinião: o Brasil precisa acordar para não virar mero coadjuvante na base

Mesmo sem Vinicius Júnior e Paulinho, a seleção brasilerinha poderia ter feito uma exibição e classificação de mais respeito

Foram três vitórias, três empates e três derrotas em nove jogos nas duas fases do Sul-Americano Sub-20. O time não foi líder no grupo A da fase inicial e nem ficou entre os quatro primeiros no hexagonal final. Campanha pífia para uma seleção que chegou badalada por ter grandes promessas e uma camisa pesada.

O valor dos 23 convocados somavam mais de um bilhão de reais. Rodrygo vendido ao Real Madrid no ano passado, Emerson e Brazão transferidos à Barcelona e Inter de Milão no meio da competição, colocavam ainda mais os holofotes em uma equipe que poderia fazer estrago nos adversários do continente.

Falta de variações

Porém, o que se viu foi um time apático, faltava criação e paciência para os atletas em muitos momentos. Com a lesão de Alanzinho a uma semana da estreia. O seu substituto (Tetê) não tinha as mesmas características e um jogador como o palmeirense deixou um buraco no meio de campo. Pois havia abundância de velocidade, mas deficiência na hora de como aproveitar essa rapidez.

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Marcos Bahia foi disparado o melhor jogador de linha brasileiro, fazia de ótima maneira a saída de bola e, em certos jogos tentou encobrir os problemas de criação, entretanto o camisa 8 é acostumado a ser mais um segundo volante bom na organização defensiva e no toque de bola, sempre que ia mais a frente via seus companheiros mal posicionados e sem opções para criar jogadas.

Lesões

Rodrygo, disse ao jornalista Raphael Zarko do Globoesporte.com, que jogou com muitas dores e infiltrações durante o torneio que não o deixaram 100%. Papagaio também foi afetado por lesão, essa no tornozelo que o deixou fora por cinco jogos. Ambos jogaram no sacrifício no clássico contra a Argentina.

Fragilidades

A bola pouco chegou a Lincoln, mas o atacante não ajudou também. Se movimentou erradamente, foi muito mal nas finalizações, teve problemas para sair da marcação e no domínio.

A má fase de um e a lesão de outro centroavante obrigou Amadeu a jogar com falso 9, porém tudo que ia ao ataque voltava na mesma intensidade.

Aliás, não foi por falta de tentativa que o time jogava mal. Começou no 4-2-3-1, foi para 4-1-4-1, 4-3-3, 4-2-4 e no fim acabou no esquema que começou. Mesmo assim, foram apenas quatro gols marcados com bola rolando. E outros três de pênalti.

A defesa também mostrou fragilidade. Foram sete gols tomados, em muitos, por erros de marcação ou saída de bola dos defensores. Em variados ataques a dupla de zaga aparecia completamente aberta, se não fosse a ótima atuação de Phelipe no campeonato, possivelmente, a seleção brasileira teria sido muito mais vazada.

Coordenação

Os comandantes também são responsáveis. Branco chegou a levar os atletas à uma churrascaria, pois achava que poderia melhorar o entrosamento dentro de campo, algo que funcionava na época dele de atleta, mas se viu que hoje em dia não. Carlos Amadeu treinou todos esses jogadores por mais de um mês, mas pareceu que não fez nenhum.

O ex-jogador é o responsável pelas categorias de base da CBF, se envolveu em polêmicas quando não deixou Eduardo Barroca (treinador do Corinthians sub-20) ser o auxiliar técnico após eliminação na Copinha 2019. O que gerou mal estar entre comissão, diretoria e jogadores.

Sequência de fracassos

Este é o terceiro dos últimos quatro mundiais que o Brasil não consegue se classificar. Em 2013, não passou da fase inicial, em 15, foi a última classificação ao Mundial, na bacia das almas em quarto lugar. A classificação dos dois últimos sul-americanos são os mesmos, o quinto lugar no hexagonal final jogando muito mal, mas com bons jogadores.

Como sempre, o técnico Carlos deve ser demitido, porém o foco tem que ser em parar de passar vexame. A maior campeã do torneio com 11 títulos, não somou mais pontos que Argentina, Uruguai e Colômbia nos últimos seis anos, o que não pode se repetir para que as glórias não fiquem no passado.

Sobre Guilherme Ribeiro

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Sou Guilherme Ribeiro, 18, paulista da região do ABC, estudante de jornalismo, corinthiano, alucinado por futebol e louco por esporte.

Guilherme Ribeiro
Sou Guilherme Ribeiro, 18, paulista da região do ABC, estudante de jornalismo, corinthiano, alucinado por futebol e louco por esporte.

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