“Gostaria mesmo de fazer história num grande clube do Brasil, assim como é o Paysandu”, afirma Renan Rocha em exclusiva ao FNV

Natural de Piracicaba, interior do estado de São Paulo, Renan Rocha faz parte do elenco do Paysandu-PA para a disputa da temporada 2018. Mas antes de chegar à Belém, o piracicabano, já teve passagens por Toledo-PR, Rio Branco-PR, Vitória-BA, Atlético Paranaense, Botafogo-SP, São Caetano, Bragantino-SP.

Um início acompanhado de craques

Na base o atleta passou pelo Furacão paranaense, Rio Branco de Americana e também já bebeu da mesma fonte que Pelé, Robinho, Diego Ribas e Neymar, no Santos Futebol Clube. Ele conta em entrevista para o Futebol na Veia, como foi fazer parte de um time que revela tantos craques.

Mesmo que breve minha passagem no Santos ainda na base, tive o previlégio de treinar com Diego e Robinho, e ainda os ver logo depois estourando pro mundo do futebol, com certeza o Santos tem muita sorte em descobrir ótimos jogadores assim como foi lá atrás com o Rei Pelé, e mais recente com Neymar.

As dificuldades apareceram

Mas antes de tudo isso, logo cedo, o jogador já pensava em jogar na defesa, mas como zagueiro, e com os mais velhos, ele ia se arriscar no gol e foi ali que tudo começou. Muito cedo também, foi o começo da aventura em sua vida, pois precisou sair de casa logo aos 13 anos e foi difícil conviver sem a presença da família no dia a dia.

A maior dificuldade foi sair de casa aos 13 anos de idade, sem que meus pais pudessem me ajudar financeiramente, e com certeza ficar longe da família já tão cedo, mesmo que se falando uma vez na semana por telefone com eles na época, já que ainda não havia a facilidade da internet de hoje em dia.

Passado todo esse momento em sua vida, o grande admirador do ex-goleiro Marcos, por sua carreira de vitórias e pela pessoa que é, diz que mesmo abrindo mão de muita coisa, não se arrepende do que fez, pois hoje vive do que mais ama para sustentar a família que um dia ele deixou. E como todo bom jogador que se preze, só pensa em uma coisa quando a palavra é sonho, mesmo que na base isso já tenha acontecido:

Sonho um dia voltar a vestir a camisa da seleção brasileira, digo voltar pois tive o previlégio de ser convocado nas categorias de base, e sentir orgulho de representar o nosso país dentro de campo.

Foto/Facebook

Ambições de um jogador experiente

Nos dias de hoje, jogar fora do Brasil também é o sonho de muito garoto que quer jogar futebol. Diferente do que se imagina, Renan já não pensa tanto em sair de seu país de origem, e ressalta que quer mesmo fazer história em um grande clube nacional.

Jogar fora do país não é tanta minha ambição, claro que se tiver oportunidade de dar uma vida melhor para minha família eu iria com certeza, mas gostaria mesmo é de fazer história num grande clube do Brasil, assim como é o Paysandu, conquistar títulos e ficar muito tempo dentro do clube.

Renan fez parte do elenco rebaixado para Série B do campeonato brasileiro, em 2011. Nomes como Paulo Baier e até o atual treinador campeão da Libertadores, Renato Gaúcho, passaram por lá. Na ocasião o clube ficou na 17ª colocação na tabela, com 41 pontos, dois a menos que o Cruzeiro, time que foi o primeiro a não ser rebaixado. Motivo de muita tristeza não só para a torcida atleticana, mas também para o nosso entrevistado, que conta o que faltou para o clube escapar da Série B.

Em 2011 o nosso elenco no papel era impecável, grandes nomes reconhecidos no Brasil e mundialmente, mas vejo que a alta rotatividade de treinadores não nos deixou ter sequência, pois fazíamos jogos muito bons, como por exemplo ganhar do Santos de Neymar, Ganso e companhia, mas a sequência boa não era continua.

Foto/Facebook

Ainda no Furacão, foi lá onde Renan aponta o seu melhor e o seu pior momento da carreira.

Há vários jogos que posso considerar que foram muito importantes, mas com certeza minha estreia oficial no Atlético Paranaense em 2009, e consequente naquele estadual fomos campeões foi um grande momento. O pior com certeza foi minha lesão no joelho ainda na pré-temporada 2012, onde tive de passar por cirurgia e ficar afastado por 6 meses.

O Pará lhe recebeu de braços abertos

Em sua chegada à Belém, Renan conta que desde a diretoria do Bicolor, passando pelos funcionários e indo até a torcida, ele se sentiu bastante acolhido no clube, ajudando muito na adaptação, não só sua, mas a da família também. Mesmo longe dos grandes centros nacionais, ele acredita que o futebol do Pará também tem sua visibilidade no Brasil.

No primeiro semestre sabemos que os holofotes estão mais voltados aos estaduais de Rio e São Paulo, mas estou num grande clube como é o Paysandu, e com certeza os clubes de lá olham para cá com muito respeito, pois sabem da grandeza do Paysandu.

Foto: Fernando Torres/Paysandu

Conseguir títulos e conquistar o tão sonhado acesso a elite do futebol nacional em 2019: esse o plano ambicioso traçado por Renan e o Paysandu em 2018 e é acreditando nesse projeto, que o goleiro resolveu mudar de ares e conhecer mais uma cultura diferente daquela que está acostumado. E um detalhe chamou a atenção do atleta.

Gosto muito de conhecer novas culturas, procuro sempre experimentar o que cada lugar tem de diferente e específico pela região, pois o que experimentamos em cada lugar diferente do país, muda-se completamente de acordo com a região que está. Tomo como exemplo o Açaí, lá no Sul e completamente industrializado e com sabor diferente o de vocês daqui.

Foto: Fernando Torres/Paysandu

A importância de estar em um clássico de peso

Às vésperas do Clássico Rei da Amazônia, o RePa, que movimenta não só Belém, mas os quatro cantos do estado Pará, o nosso entrevistado afirma que o foco acima de tudo é vencer o clássico para dar alegria aos seus torcedores.

Assim como pude conviver e jogar um Grande Clássico como é o Atletiba no Paraná, sei da importância do jogo para o torcedor e para a continuidade do trabalho do clube no restante do campeonato, então a expectativa e nosso trabalho é focado na vitória para a felicidade Bicolor.

Mas antes de entrar no Mangueirão para encarar o seu maior rival, o Paysandu jogou nesta quarta-feira e bateu o São Raimundo por 2 a 0, para continuar líder invicto do Grupo 1 do Parazão.

Sobre Ruan Silva

Ruan Silva já escreveu 540 posts nesse site..

Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

Ruan Silva
Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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