Dois gigantes “salvos” por medalhões

Cuca e Felipão utilizam a experiência para manter Santos e Palmeiras competitivos

Em um ano com uma taxa de demissão de treinadores altíssima, dois gigantes brasileiros viram suas apostas iniciais falharem bastante e medalhões eram vistos com bons olhos. Pelo lado santista, a ilusão com a contratação de Jair Ventura foi um pouco mais dolorosa do que a de Roger Machado do lado alviverde.

O alvinegro praiano começou o ano aos lampejos, ora perdia, ora não ganhava, mas Jair sempre utilizava do mesmo papo: a falta de um meio-campista armador. Sem a chegada do tão prometido armador, o carioca obteve um dos piores aproveitamentos da história do Peixe, saindo com 15 derrotas e apenas 12 vitórias.

Enquanto o lado palmeirense começou com tudo, mas, no melhor estilo Roger Machado, não ganhou nada. Pior, perdeu a chance de levantar uma taça contra seu maior rival. O estilo de jogo “medroso” com que Roger ordenava seus comandados foi o principal fator para sua demissão, mesmo com bons números (tendo a melhor campanha da Libertadores, além de tudo, invicto).

Para o lugar de Roger, uma figura bastante conhecida por nós brasileiros, bem como pelos palmeirenses, foi contratada. Luis Felipe Scolari, o experiente técnico gaúcho. Scolari tem uma missão: levar a equipe ao triunfo, não importa a competição. Até agora, Felipão tem números excelentes, perdendo apenas uma vez e ficando seis jogos sem sofrer gols. Além do mais, levou o Palmeiras da sexta à terceira colocação no campeonato brasileiro, apenas três pontos da liderança, e também à semifinal da Copa do Brasil, sem contar que classificou o time para as quartas de finais da Copa Libertadores.

Cuca, por outro lado, não teve um retrospecto positivo com a torcida alvinegra. Em sua última (e única) passagem como treinador, não foi bem e quase causou o rebaixamento do Santos. Motivado pelo “débito” que tinha com os santistas, o treinador decidiu voltar à Vila Belmiro, mesmo sabendo que a situação dentro de campo era péssima, e fora dele (crise na diretoria e política) pior ainda. Desde que entrou perdeu dois jogos apenas (e um na justiça para a equipe do Independiente), e detém um recorde, estando há quase 800 minutos sem sofrer gols. O time que quando Cuca assumiu beirava a zona da degola, hoje está na oitava colocação, caçando um espaço no famigerado G6 (zona de classificação à Libertadores).

Dois figurões, experientes, campeões, que provam, dia após dia, que futebol é igual andar de bicicleta: não se desaprende nunca. Os grandes buscam refúgio com a velha guarda, para que o sorriso no rosto do torcedor seja rotina, não surpresa.

Sobre Igor Tonetti

Igor Tonetti já escreveu 45 posts nesse site..

Amante do maior espetáculo da Terra, da maravilha, que não é considerada umas das sete mundias, mas, se nela estivesse, seria a principal. Como todo brasileiro, a paixão pelo futebol vem de berço. Sem muito sucesso com os pés, decidi trilhar meu caminho através das mãos, só que, ao invés de luvas, uso apenas papel e caneta. Busco sempre informar, sem medo de mostrar minha opinião e, também sem medo, de mudar quando assim for necessário.

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Igor Tonetti
Amante do maior espetáculo da Terra, da maravilha, que não é considerada umas das sete mundias, mas, se nela estivesse, seria a principal. Como todo brasileiro, a paixão pelo futebol vem de berço. Sem muito sucesso com os pés, decidi trilhar meu caminho através das mãos, só que, ao invés de luvas, uso apenas papel e caneta. Busco sempre informar, sem medo de mostrar minha opinião e, também sem medo, de mudar quando assim for necessário.

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