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PAULISTÃO A MIL POR HORA
03/02/2005

Mário André Monteiro
mario.am@ig.com.br

Muitos não gostam dos campeonatos estaduais, alegando que eles “incham” o calendário brasileiro, e querem abolir esses torneios do mapa. Eu, particularmente, adoro! Tudo bem, eles perderam um pouco do charme e da importância que tinham antigamente; mas não é que o Paulistão desse ano começou com tudo!? Empolgante e eletrizante! 

Não é a toa que dos seis primeiros colocados do Campeonato Brasileiro de 2004, nada menos do que cinco eram paulistas (incluindo o São Caetano, que conquistou seus pontos dentro de campo). Não quero desmerecer os campeonatos do Rio de Janeiro, de Minas, do Rio Grande do Sul, ou até mesmo o da Bahia, mas o grande celeiro de craques está em São Paulo. 

Podemos comprovar isso com a altíssima média de gols das primeiras rodadas do Paulistão 2005. E mais do que isso. A qualidade técnica apresentada pelos times “grandes” e pelos “pequenos” é muito animadora. Me desculpem “Los Corintianos”, mas a única exceção fica por conta do time do Parque São Jorge, que continua apresentando o mesmo futebolzinho do ano passado. Sonolento e sem criatividade. Quem sabe com a entrada de Tevez e Carlos Alberto a história mude. 

Esses dois jogadores prometem fazer um belo Paulistão (e devem, porque o investimento foi alto). Mas eles não são os únicos destaques. Tirando craques como Robinho, Magrão e Cicinho, que já são consagrados nacionalmente, acredito que teremos boas surpresas. Destaco, de início, o meio campista Mossoró, do Paulista, os atacantes Izaías, da Inter de Limeira, Luciano Henrique, do Sorocaba e Neto, do Mogi Mirim. Além do ressurgimento de Anaílson, que nestes primeiros jogos do Azulão demonstrou sua velha forma, e Rico, atacante ex-São Paulo, que já começa a brilhar novamente na Lusinha de Santos. 

E escrevendo esta coluna, recebi opiniões de pessoas, dizendo que o Campeonato Carioca também está com bom nível, já que alguns times sem expressão, como Volta Redonda, Madureira, Americano e Cabofriense estão surpreendendo na chamada Taça Guanabara. Mas eu não largo a minha opinião de que não são os pequenos que cresceram, mas sim os grandes que se apequenaram (se é que existe tal expressão). Tenho certeza que o Rio de Janeiro só voltará a ser o grande centro do esporte, ao lado de São Paulo, quando os dirigentes de lá tratarem o futebol com seriedade e pararem de babar ovo para medalhões como Romário, Felipe, Sorato, Marquinhos, Túlio Maravilha e Edmundo, que já não rendem há um bom tempo. Vide o último Brasileirão. Por sorte, nenhum carioca caiu para a série B. 

Mas enfim, o jeito é aguardar o final dos campeonatos. Espero não queimar a língua (ou os dedos).

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