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Muitos não gostam dos campeonatos
estaduais, alegando que eles “incham” o calendário brasileiro, e
querem abolir esses torneios do mapa. Eu, particularmente, adoro!
Tudo bem, eles perderam um pouco do charme e da importância que
tinham antigamente; mas não é que o Paulistão desse ano começou
com tudo!? Empolgante e eletrizante!
Não é a toa que dos seis primeiros
colocados do Campeonato Brasileiro de 2004, nada menos do que
cinco eram paulistas (incluindo o São Caetano, que conquistou seus
pontos dentro de campo). Não quero desmerecer os campeonatos do
Rio de Janeiro, de Minas, do Rio Grande do Sul, ou até mesmo o da
Bahia, mas o grande celeiro de craques está em São Paulo.
Podemos comprovar isso com a
altíssima média de gols das primeiras rodadas do Paulistão 2005. E
mais do que isso. A qualidade técnica apresentada pelos times
“grandes” e pelos “pequenos” é muito animadora. Me desculpem “Los
Corintianos”, mas a única exceção fica por conta do time do Parque
São Jorge, que continua apresentando o mesmo futebolzinho do ano
passado. Sonolento e sem criatividade. Quem sabe com a entrada de
Tevez e Carlos Alberto a história mude.
Esses dois jogadores prometem fazer
um belo Paulistão (e devem, porque o investimento foi alto). Mas
eles não são os únicos destaques. Tirando craques como Robinho,
Magrão e Cicinho, que já são consagrados nacionalmente, acredito
que teremos boas surpresas. Destaco, de início, o meio campista
Mossoró, do Paulista, os atacantes Izaías, da Inter de Limeira,
Luciano Henrique, do Sorocaba e Neto, do Mogi Mirim. Além do
ressurgimento de Anaílson, que nestes primeiros jogos do Azulão
demonstrou sua velha forma, e Rico, atacante ex-São Paulo, que já
começa a brilhar novamente na Lusinha de Santos.
E escrevendo esta coluna, recebi
opiniões de pessoas, dizendo que o Campeonato Carioca também está
com bom nível, já que alguns times sem expressão, como Volta
Redonda, Madureira, Americano e Cabofriense estão surpreendendo na
chamada Taça Guanabara. Mas eu não largo a minha opinião de que
não são os pequenos que cresceram, mas sim os grandes que se
apequenaram (se é que existe tal expressão). Tenho certeza que o
Rio de Janeiro só voltará a ser o grande centro do esporte, ao
lado de São Paulo, quando os dirigentes de lá tratarem o futebol
com seriedade e pararem de babar ovo para medalhões como Romário,
Felipe, Sorato, Marquinhos, Túlio Maravilha e Edmundo, que já não
rendem há um bom tempo. Vide o último Brasileirão. Por sorte,
nenhum carioca caiu para a série B.
Mas enfim, o jeito é aguardar o
final dos campeonatos. Espero não queimar a língua (ou os dedos). |