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Olá
Boleiros!
Salve São Mauro! Salve Robinho!
Salve belíssimo espetáculo visto no domingo na Vila Belmiro! Salve
torcida do peixe que tomou conta do estádio fazendo da mais
popular festa brasileira um marco nesse campeonato paulista!
Sim meus queridos leitores, ainda
estou encantada com a atuação do time santista, com sua
superioridade técnica e tática, pela genialidade do menino Robinho.
Muitos podem discordar do adjetivo, mas pra mim, gênio é aquele
indivíduo capaz de transformar as mesmices da vida em grandes
acontecimentos; no caso do futebol, transformar um simples passe e
toque de bola em magia aos nossos olhos, que tiram de nós
suspiros e exclamações.
Inebriante! Assim foi o tão esperado
jogo entre Santos e Corinthians. Algo que contagiou mesmo os menos
fanáticos pelo esporte bretão. Impossível ter ficado indiferente
às impensáveis defesas dos goleiros Mauro, do Santos e Fábio
Costa, do Corinthians; ao passe preciso de Robinho para Leo fazer
o primeiro gol do peixe; às pedaladas do menino da Vila que
saltam aos olhos; aos dois gols do craque santista no segundo
tempo – um de pé direito, outro de esquerdo.
Assisti ao jogo na casa de amigos. O
relógio marcava que faltavam ainda dez minutos para o início da
partida e logo um deles foi arrumando a Tevê no quintal da casa,
outros traziam consigo cadeiras e almofadas. Estáticos à frente da
telinha, meninos e meninas, santistas, corintianos,
são-paulinos e palmeirenses. O juiz apita o início da partida. Os
olhos dos ‘torcedores’ acompanhavam cada movimento da bola; o
silêncio era interrompido depois de cada toque, drible, possível
gol por exclamações ou comentários sobre as jogadas. Depois do
primeiro gol não teve jeito, os corintianos tiveram que agüentar
piadinhas, provocações. As unhas de alguns passaram a não mais
existir; tensão total – ninguém mais se atrevia a perturbar a
aflição corintiana. Uma hora e meia depois a sentença: Santos 3 x
Corinthians 0.
Robinho foi o nome do jogo. De
incontestável habilidade, velocidade, arrancadas que
desconsertavam a defesa do Timão. Só conseguiam parar o craque
através de faltas; ledo engano quem achasse que ele parasse nos
obstáculos; sua visão de jogo o possibilitou de virar jogadas
segundos antes de tocar a bola para o companheiro, deixando a
defesa Corintiana mais uma vez sem ação.
Não vi Pelé, Garrincha, Rivelino, Gerson jogarem.
Fico encantada em ouvir ou ver algumas imagens desses heróis do
futebol. Acho maravilhoso que essas imagens e histórias fiquem
guardadas na mente dos brasileiros, que acabam por tornar o
passado tão presente, fazendo pais e filhos se identificarem nessa
paixão brasileira que é o futebol. Daqui a muitos anos ficarei
orgulhosa de dizer aos meus filhos que quando era jovem tive a
oportunidade de ver ‘nascer’ e crescer um novo craque brasileiro,
Robinho -o menino da Vila.
É nessa capacidade de expressar
sentimentos, de reproduzir conflitos que o futebol se torna uma
espécie de ‘espetáculo total, com um coro de multidões’.
E agora
“Galácticos”?
O time do Parque São Jorge foi
reprovado na ‘prova dos 9’. Impossível também acreditar que o
Timão não parecia, nem de longe, a promessa anunciada por seus
dirigentes no começo do ano; das falhas da defesa e erros de
passes; da luta sem sucesso de Tevez pelo passe de bola. A pequena
torcida que ali estava, não acreditava no placar que constava
Santos 3 x Corinthians 0.
O atacante Carlitos Tevez, na saída
dos vestiários fez um desabafo, se é assim que podemos chamar sua
declaração, de que não adiantava ficar esperando um gol se a bola
não chegava no jogador (leia-se não chegava em seus pés). Um
problema já lembrado nessa coluna há duas semanas atrás, quando
dizíamos que Tevez sozinho não resolveria o problema do
Corinthians, que o técnico Tite precisa posicionar melhor seus
jogadores em campo para que o gol aconteça.
Mais uma vez!
Parece que os torcedores não
aprendem mesmo. Já não bastasse a onda de violência entre torcidas
que assola nossos estádios, no início do segundo tempo da partida
entre Santos e Corinthians, no último domingo, o goleiro santista,
Mauro, foi atingido por uma pedra jogada das arquibancadas da Vila
Belmiro. O goleiro precisou foi atendido e ficou constatado que
precisaria, logo após a partida, levar no mínimo quatro pontos na
cabeça. Agora fica a pergunta, não teria sido menos problemático
se esse jogo tivesse sido realizado num estádio maior, como o
Pacaembu? Está na hora dos dirigentes de clubes pensarem menos em
si próprios e mais na paz de seus torcedores. Agora, o clube
santista e paulista poderá ser multado pelo fato. Que tristeza! |